sábado, 21 setembro, 2024
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Dispositivo desenvolvido por estudantes é selecionado em prêmio sobre tecnologias

O projeto “Jardineiros do amanhã”, dos alunos do 5º ano C da Emeb Professor Joaquim Candelário de Freitas, na vila Hortolândia, foi um dos selecionados para avançar no Prêmio Liga Steam, premiação nacional com foco na Educação. Tendo competido com outras mil propostas na categoria Ensino Fundamental, o projeto avançou no seleto grupo de 30, com a elaboração de um dispositivo eletrônico que mede a umidade da terra dos vasos de plantas no entorno da unidade escolar.
Segundo a gestora de Educação, Vastí Ferrari Marques, Cultura digital está incluída na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, no Município, avança com os conteúdos do currículo jundiaiense.
Composto por bateria, plataforma de prototipagem Arduino, indicador de LED, sensor de umidade e caixa de acrílico, o dispositivo foi montado no Espaço Maker da escola, sob a supervisão da equipe do Fab Lab. Uma vez introduzido na terra, o sensor – programado pelos alunos na plataforma Tinkercad – indica a umidade do solo e, assim, a necessidade ou não de mais irrigação.
Uma vez desenvolvido o dispositivo, os “jardineiros do amanhã” passaram a estudar as características das plantas, bem como seus perfis, ciclos e necessidade de água. Entre as plantas analisadas, estão: palmeira Ráfia e Areca, cróton, dracena pau d’água, barba de serpente, bambu, jabuticabeira, cerejeira do Rio Grande, cabeludinha e lírio da paz.
A iniciativa surgiu da professora da sala, Elaine Ferreira. “Eu buscava iniciativas que desenvolvessem a autonomia e protagonismo das crianças no mundo digital, de modo aliado às aprendizagens e à estrutura que a escola já oferecia, como o Espaço Maker. Quando soube do Prêmio, sugeri que os alunos pensassem em soluções que a escola pudesse dar para temas da sociedade. Foi quando partimos em expedição pelo entorno da escola e eles, notando a presença dos vasos, fizeram a seguinte associação: ‘da mesma forma como os semáforos indicam algo, podemos pensar em um equipamento que nos alerte sobre as condições das plantas desses vasos que nos recebem, diariamente, na chegada à escola”.
Um dos alunos da turma, Lucas Baggio, de 11 anos, compartilha o que aprendeu. “Cuidar do meio ambiente é muito importante, ainda mais se pensarmos que estas plantas nos recebem todos os dias na escola. Assim, unindo à preocupação com elas, aprendi muito sobre programação, tecnologias e como é importante estar atento aos erros que cometemos ao desenvolver um projeto. Agora acho até que quero trabalhar com robótica”.
A colega de sala Tainá Mondo, também de onze anos, falou de sua animação em participar. “Durante o percurso surgiram desafios, como, por exemplo, quando tínhamos já montado os componentes elétricos, mas faltava elaborar uma caixa de acrílico para protegê-los da umidade. Mas desde o começo, eu sabia que seria algo divertido e importante, pois as tecnologias são algo que levamos para a vida”.
O Prêmio Liga Steam é uma iniciativa de abrangência nacional desenvolvido pela Fundação ArcelorMittal, em parceria com a Tríade Educacional e a Fundação Banco do Brasil. O tema do concurso este ano é: “8 bilhões de motivos para mudar o presente – sua contribuição para o planeta começa em sua comunidade”. O nome do prêmio é a sigla das iniciais, em inglês, de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.
Até a próxima semana, a turma deverá enviar para a organização um relatório final sobre o passo a passo desenvolvido e os impactos do projeto na sociedade. No dia 17 de novembro, o prêmio irá revelar quais serão os dez finalistas de cada categoria e, no dia 6 de dezembro, serão divulgados os vencedores.
As premiações serão todas destinadas à escola. O primeiro lugar leva a instalação de um Laboratório Lego. Já o segundo e o terceiro ganham, respectivamente, R$ 10 mil e R$ 5 mil, para investimento em tecnologia.
Durante o desenvolvimento do projeto, outra preocupação dos alunos foi com a inclusão e participação do colega Octávio dos Santos. Todos os vídeos explicativos do projeto sobre os perfis das plantas estudadas ganharam tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras), a cargo dos intérpretes Caio Moreira e Euclésia Buosi, da Ateal.
Todo o material está disponível no canal do YouTube do projeto, para acesso dos interessados em geral. Nos próximos dias, os alunos irão entregar panfletos nas residências do entorno da escola, para que também acessem os conteúdos e possam atuar na irrigação e manutenção dos vasos do entorno da escola.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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