sexta-feira, 30 janeiro, 2026
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Sócio de Lulinha se mudou para a Europa quando Farra do INSS explodiu

Assim como o filho do presidente Lula se mudou para Madri, seu sócio também fixou residência na Europa. Em comum, Lulinha e Kalil Bittar deixaram o Brasil quando as investigações sobre o desvio de recursos de aposentados do INSS começaram a avançar. Há pelo menos um ano, Bittar vive na região metropolitana de Lisboa.

Bittar teria se aliado à lobista Roberta Luchsinger e ao conhecido Careca do INSS para intermediar a venda de canabidiol ao SUS, utilizando a influência de Lulinha. O Careca teria pago bilhetes na classe executiva para Lulinha viajar a Portugal. Segundo depoimento de um colaborador à PF, ele recebeu R$ 30 milhões e uma mesada de R$ 300 mil do operador da Farra do INSS.

Bittar e Roberta seriam representantes do filho mais velho do presidente captando clientes. Lulinha entraria com o sobrenome do pai.

A ida de Kalil Bittar para Portugal coincide com o período em que Lulinha decidiu se estabelecer em Madri, na Espanha. Embora não sejam mais sócios formais no Brasil desde 2023, os dois estariam atuando em conjunto, concentrando suas transações no exterior. Kalil teria se mudado para a Europa antes do amigo, para ficar no Hotel Shereton, em Cascais.

Os negócios dos dois também envolveriam a RL Consultoria e Intermediações Ltda., empresa de Roberta Luchsinger, que atua na “intermediação de negócios com empresas nacionais e estrangeiras”. Alvo da Polícia Federal, a empresária admite ter prestado serviços ao Careca do INSS na área de regulação do setor de canabidiol, mas nega envolvimento com a chamada Farra do INSS.

Roberta Luchsinger costuma ficar na casa, em Brasília, alugada inicialmente por uma pessoa para uso de Lulinha. O imóvel funciona como o escritório do grupo. Assim como Kalil, ela é amiga íntima do filho do presidente, a ponto de manter uma tatuagem em conjunto com a esposa dele.

No fim de 2025, Bittar foi alvo de outra operação da Polícia Federal, a Coffee Break. Ele é acusado de integrar uma suposta rede de tráfico de influência para favorecer empresas do setor de educação e de ter recebido R$ 210 mil em mesadas, o que a sua defesa nega.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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