Mensagens estranhas, ligações que caem assim que você atende e pedidos de dinheiro urgentes já viraram parte da rotina de quem vive em São Paulo. Levantamento da Fundação Seade mostra que nove em cada dez moradores do estado já foram alvo de tentativas de golpes digitais, um alerta importante para quem usa o celular, faz compras online ou movimenta dinheiro pela internet.
Segundo a pesquisa, realizada em 2025, 88% da população paulista, 30 milhões de pessoas, já recebeu algum tipo de tentativa de golpe por mensagens, ligações ou e-mails. Entre as abordagens mais frequentes estão pedidos de dados pessoais, falsas promoções, perfis falsos em redes sociais e solicitações de transferência via Pix.
De acordo com os dados, o avanço da tecnologia ampliou o acesso à internet, mas também abriu espaço para ações criminosas.
Quanto maior o uso da internet, maior a chance de contato com golpistas. Pessoas entre 30 e 59 anos, com ensino superior e renda mais alta, aparecem entre os principais alvos. Já idosos, pessoas com menor escolaridade e famílias de baixa renda relatam se sentir mais vulneráveis aos riscos digitais.
A percepção de insegurança é quase unânime: 95% dos entrevistados acreditam que os golpes estão aumentando e apenas 12% dizem se sentir muito confiantes para não cair em fraudes virtuais.
Como se proteger no dia a dia
Desconfie de pedidos urgentes de dinheiro ou dados pessoais;
Evite clicar em links enviados por desconhecidos;
Verifique se sites de compras são confiáveis antes de pagar;
Nunca compartilhe senhas ou códigos recebidos por mensagem;
Em caso de dúvida, procure canais oficiais do banco ou da empresa.
A pesquisa também mostra que 40% dos paulistas já compraram em lojas virtuais inexistentes, um dos golpes mais comuns atualmente. Além disso, 24% foi vítima de fraude ou clonagem de cartão bancário no último ano. Mais de um terço da população perdeu dinheiro em golpes digitais e não conseguiu recuperar o valor.
Os riscos também aparecem nas transferências instantâneas: um em cada quatro moradores do estado já sofreu ou quase sofreu golpe via Pix, o que representa 9 milhões de pessoas.



