Anselmo Brombal – Jornalista
Há muita gente surpresa, e até chocada, com as descobertas da Polícia Federal no caso do Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, está preso. A surpresa não é a falcatrua, coisa comum no nosso país. São as festinhas de arromba promovidas pelo banqueiro, frequentadas por juízes, políticos, ministros e principalmente, muita mulher de vida torta.
E tudo foi filmado pelo banqueiro, para futuras extorsões e ameaças. Um caso chamou muito a atenção: a presença de Alexandre de Morais, ministro do STF. O Xandão. Irritada com o chifre, a mulher de Xandão parece estar querendo abrir o bico e contar tudo o que sabe. Até já teria falado em divórcio. E é bom não brincar com mulher mordida com chifre.
Mas isso não é novidade. Até a década de 1980, o Detran dava placas falsas aos deputados paulistas, para que eles pudessem frequentar com carros oficiais (dinheiro público) as bocas do Lixo e a do Luxo, na Capital, sem serem identificados. A farra acabou quando o então deputado Afanasio Jazadji descobriu a tramóia e a denunciou. Como também conseguiu acabar com uma sauna, na Assembléia Legislativa, destinada aos deputados.
Mas essa vocação humana para a esbórnia é bem antiga. Os romanos promoviam bacanais que duravam dias. Figuras conhecidas na História tiveram seus momentos de carne fraca. Hitler tinha amantes, além de uma namorada oficial, Eva Braun; John Kennedy pegava a atriz Marilyn Monroe – só como exemplos. E aqui no Brasil a coisa não foi diferente.
Dom Pedro I era conhecido por pegar qualquer coisa que usasse saia. A oficial era Domitila de Castro, depois nomeada Marquesa de Santos. Getúlio Vargas tinha amantes, e mais recentemente houve rumores de outros casos. Fernando Collor, quando presidente, tentou de todo jeito pegar sua cunhada, Thereza, casada com seu irmão Pedro. Itamar Franco, que o sucedeu, foi fotografado num palanque, durante um carnaval, ao lado da modelo Lílian Ramos. E Lílian estava sem calcinha. A imprensa não perdoou.
Também se diz que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tinha amante. Seria uma jornalista. E o então presidente do Senado Renan Calheiros, pagava pensão a uma amante com dinheiro público. Lula, pelo que se sabe, teve um relacionamento daqueles com uma “assessora”, Rose Noronha, apontada como amante oficial – ela sempre viajava com Lula quando dona Marisa não ia.
E não é só em Brasilia ou em Trancoso que tinha (ou ainda tem?) surubas. São até certo ponto comuns essas festinhas em cidades da nossa região. Festinhas frequentadas por “gente importante” e principalmente pela mulherada de vida torta. Pagas. Não se sabe se com dinheiro público ou não. Uma delas (recebi o vídeo) foi patrocinado por uma construtora; outra, por uma empresa concessionária de serviço público. Numa delas, um vereador saiu trôpego, pândego, abraçado calorosamente a duas acompanhantes.
A conclusão é óbvia. Nada melhor que uma suruba para estreitar os laços e os interesses com o poder. Sejam bem vindos à moderna Sodoma.



