quinta-feira, 12 março, 2026
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Ex-funcionária é condenada por desvio milionário na Unicamp

A ex-funcionária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acusada de desviar milhões de reais destinados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) a projetos de pesquisas da instituição de ensino, foi condenada a 10 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado. Por ter permanecido foragida durante todo o curso do processo, Ligiane Marinho de Ávila não ganhou o direito na Justiça de recorrer da decisão em liberdade.

A sentença, proferida pela juíza Lissandra Reis Ceccon, da 5ª Vara Criminal de Campinas, em 4 de março, também obriga a ex-servidora a ressarcir os mais de R$ 4,2 milhões desviados, bem como ao pagamento de 37 dias-multa.

O valor foi apontado pelo Ministério Público de São Paulo em denúncia e considera que os crimes de peculato e lavagem de dinheiro ocorreram entre os anos de 2017 e janeiro de 2024. Uma auditoria da Fapesp, no entanto, apontou um desvio de quase R$ 5,1 milhões no mesmo período.

Ligiane trabalhava na Secretaria de Apoio Institucional ao Pesquisador (Saip), órgão que presta suporte burocrático aos docentes do Instituto de Biologia da Unicamp. Ela era responsável pela prestação de contas dos recursos repassados pela Fapesp e tinha acesso a senhas e demais informações financeiras dos pesquisadores.

Com a facilidade fornecida pelo cargo, a servidora criou uma empresa que emitia notas de serviços e aquisições jamais realizados, utilizando os dados e falsificando recibos em nome de terceiros. Ligiane passou a ser investigada internamente pelo esquema e foi demitida por justa causa, em 18 de janeiro de 2024.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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