quarta-feira, 8 abril, 2026
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Um hospício chamado Brasil

Anselmo Brombal – Jornalista

Aqui acontece de tudo. E mesmo os absurdos parecem normais. A colaborar com essa loucura estão os tais influenciadores, a imprensa marca barbante e um sem número de ignorantes. Normais em termos. Quem pensa um pouquinho se revolta, se indigna – mas não adianta nada. Alguns exemplos:

O presidente da Comissão de Mulheres na Câmara dos Deputados é um homem. Se acha uma mulher, se veste e se porta como tal. Mas é um homem. O ministro do STF Flávio Dino era governador do Maranhão, na época da pandemia de Covid. Deixou e rolou. Comprou e pagou respiradores que nunca foram entregues. Hoje quer dar aula de moral.

Nem a Defesa Civil, considerada respeitável, escapa dessa insanidade. Manda alerta de tempestade, pregando que o mundo vai acabar. E acaba não acontecendo nada. Manda alerta de temporal via SMS depois do temporal, sempre com a mesma recomendação: procure abrigo. Afirma que vai chover, mas o que se vê é o brilho do sol. E quando prevê dia ensolarado, dá para traduzir para dia chuvoso.

Alguma coisa está errada. O ex-presidente Bolsonaro foi processado por se aproximar de uma baleia com seu jet-ski. Não deu em nada, mas teve de responder ao processo. Já a tresloucada primeira, segunda e terceira dama, Janja, publicou vídeo em redes sociais cozinhando carne de paca. E paca, para quem não sabe, é animal que tem caça proibida. Todo mundo achou normal, inclusive seu marido troglodita, que ainda elogiou seus dotes culinários.

O governo criou um programa, chamado Pé-de-Meia, para incentivar essa juventude a estudar. Frequentou a escola? Ótimo, taí um dinheirinho. E depois se descobriu que esse dinheiro foi dado a dois mil mortos. E fica tudo por isso mesmo.

Assim como o dinheiro roubado dos aposentados (um dos ladrões é irmão do cachaceiro) foi devolvido. Foi, mas em termos, porque quem roubou não devolveu bulhufas. Os aposentados que reclamaram receberam de volta o que havia sido descontado, mas foi dinheiro do governo. Ou, melhor dizendo, nosso dinheiro. E os nobres ministros do STF trataram de enterrar a CPMI porque estava chegando perto demais.

Nada acontece. Se metade disso tivesse acontecido na Argentina, que tanto desprezamos, já era motivo para uma guerra civil.

Não se confere quem são os “oprimidos” que recebem Bolsa Família. Dá para apostar que aí também tem trambique. Cria-se leis que chovem no molhado. Feminicídio é um exemplo. Basta acrescentar uma agravante no Código Penal – se matar mulher aumenta a pena, e pronto. Agora a moda é misogenia.

Há ainda o crime de homofobia. Crime? Fobia significa medo. Claustrofobia, por exemplo, é o medo de ficar isolado num lugar fechado. Homofobia seria o que? Medo de homossexuais? E Gordofobia? Medo de pessoas obesas. Ter medo não é crime, é inerente ao ser humano.

Chega. Vou tomar uma caixa de Gardenal e outra de Rivotril.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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