sexta-feira, 4 abril, 2025
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Alunos de Emeb fazem processo eleitoral em atividade sobre cidadania

Os alunos do 4º ano B da Escola Municipal de Educação Básica Pedro Clarismundo Fornari, em Jundiaí, tiveram a oportunidade de participar de uma experiência prática de democracia ao realizarem uma eleição para escolher seus representantes de sala. A iniciativa foi conduzida pelo professor Neemias Alves Pereira, que estruturou todo o processo eleitoral, incluindo a criação de CPFs fictícios para os estudantes, confecção de santinhos e a programação de uma urna eletrônica.
A atividade teve como objetivo ensinar conceitos de cidadania na prática. “O que nós fizemos com eles foi um trabalho de cidadania, para que aprendam a conhecer seus direitos civis, sociais e políticos, além dos deveres. Como eu pratico a cidadania? O que é ser um cidadão? Como eu posso melhorar onde estou?”, explicou o professor Neemias.
Durante a campanha, os alunos foram incentivados a elaborar propostas realistas para a escola e participaram de debates, nos quais puderam questionar e refletir sobre as ideias apresentadas pelos colegas. “No início, muitos se candidataram com propostas inviáveis. Mas, ao longo do processo, foram entendendo a importância de pensar soluções viáveis para problemas reais da escola”, destacou o professor.
A eleição foi realizada por meio de uma urna eletrônica simulada, com votação secreta e participação de toda a comunidade escolar, incluindo funcionários da cozinha e da secretaria. Ao final, os candidatos Heloá Martins e Pedro Figueiras, ambos de 9 anos, foram eleitos com 15 votos cada.
Para muitos estudantes, a atividade trouxe aprendizado e senso de responsabilidade. Sofia Freire, de 9 anos, atuou como mesária e destacou a importância da organização no processo eleitoral. “Aprendi que todos têm direitos e deveres, e que precisamos respeitar as regras para que tudo funcione bem”, afirmou.
Já Heloá Martins, uma das representantes eleitas, ressaltou a importância da participação ativa dos alunos na melhoria da escola. “Nós conversamos com as tias da merenda, com o pessoal da diretoria, da secretaria, com os professores, para entender os problemas e pensar em soluções”, contou.
Pedro Figueiras, também eleito, destacou uma das propostas que pretende trabalhar. “O barulho da quadra e da merenda atrapalha muito as aulas. Queremos tentar reduzir isso conversando com os professores e com a diretora”, disse.
Ana Clara De Campos Santa Maria, de 9 anos, mencionou como a experiência mudou sua visão sobre eleições. “Antes, eu achava que votar era só escolher alguém e pronto, mas agora entendi que é preciso pensar no que cada um pode fazer de verdade pela escola”, afirmou.
Raquel Camilo dos Santos, também de 9 anos, destacou a importância do debate antes da votação. “No começo, eu não sabia em quem votar, mas ouvir as propostas me ajudou a decidir. Percebi que é importante escolher quem realmente pode melhorar a escola”, disse.
O projeto não se encerra com a eleição. Os representantes terão o desafio de colocar suas propostas em prática ao longo do ano, estimulando o engajamento dos colegas e exercendo, na prática, a cidadania. “Queremos que eles aprendam desde cedo a votar com consciência, analisando as propostas e não apenas escolhendo por afinidade”, concluiu o professor Neemias.
A experiência mostrou que, mesmo na infância, a política e a cidadania podem ser vividas de forma responsável, preparando os estudantes para escolhas mais conscientes no futuro.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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