A Justiça determinou, na semana passada, o bloqueio de quase R$ 12 milhões nas contas bancárias da empresa Eagle do Brasil Ltda, após a demissão de quase 200 funcionários da unidade de Jarinu, sem o pagamento das verbas rescisórias.
Na ação judicial, o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba informou à Justiça que, embora os Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCTs) tenham sido emitidos, não houve o pagamento das rescisões e nem a liberação de guias para saque do FGTS e habilitação no seguro-desemprego.
O sindicato relatou ainda que, após o fechamento da unidade em Jarinu, a empresa retirou máquinas e equipamentos do local, o que, segundo a instituição, poderia caracterizar tentativa de esconder patrimônio.
A decisão, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, determinou o bloqueio de R$ 11.376.944,64, a proibição da venda de um imóvel que pertence à empresa e a apreensão de máquinas, equipamentos e veículos.
De acordo com um dos ex-funcionários, Alexandre Barite, 192 colaboradores foram demitidos em 8 de janeiro e não receberam, além das verbas rescisórias, o salário do mês trabalhado. “O pessoal está desesperado. Nem no seguro-desemprego conseguiram dar entrada por falta de documento”, relatou o empregado.
Conforme o sindicato, a empresa Filtros Fram foi comprada pelo Eagle do Brasil e fabricava filtros automotivos na planta em Jarinu.
Justiça bloqueia R$ 12 milhões da Filtros Fram em Jarinu
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