A campanha “Fevereiro Roxo” chama a atenção para a conscientização sobre lúpus eritematoso sistêmico, fibromialgia e Alzheimer. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce e reforçar a importância do cuidado contínuo. A mobilização é conjunta porque as três doenças são crônicas, não têm cura, apresentam diagnóstico desafiador e geram grande impacto na qualidade de vida de pacientes e famílias, exigindo acolhimento e acompanhamento multidisciplinar permanente.
Nesse contexto, as ações durante o mês reforçam a informação como ferramenta essencial para reduzir estigmas, acelerar diagnósticos e promover mais qualidade de vida. “Ao dar visibilidade ao Alzheimer, à fibromialgia e ao lúpus, a campanha chama atenção para a necessidade do acompanhamento médico contínuo, do cuidado multidisciplinar e do apoio familiar, fundamentais para o controle das doenças e para o bem-estar físico e emocional de quem convive com condições crônicas no dia a dia”, destaca Leonardo de Deus, neurologista do Vera Cruz Hospital.
Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca perda progressiva de memória e de outras funções cerebrais, comprometendo a independência do paciente. O tratamento envolve acompanhamento multidisciplinar e uso de medicamentos para controle dos sintomas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a doença responda por 60% a 70% dos casos de demência no mundo, condição que afeta entre 55 e 57 milhões de pessoas globalmente. No Brasil, 1,8 milhão de idosos convivem com algum tipo de demência, de acordo com o Ministério da Saúde.
Para o neurologista, a luta contra a doença passa pelo reconhecimento precoce dos sinais de alerta: “Entre eles estão esquecimentos de fatos recentes, desorientação em locais conhecidos, repetição de falas e dificuldade para resolver problemas ou realizar tarefas do dia a dia. Em estágios mais avançados, há perda do autocuidado e quadros de confusão.”
Fibromialgia
A fibromialgia é caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, fadiga, sono não reparador e alterações de memória e concentração. A condição afeta cerca de 3% dos brasileiros, com maior incidência em mulheres entre 25 e 50 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.
De acordo com André Lyrio, reumatologista também do Vera Cruz Hospital, o tratamento tem como principal objetivo o controle dos sintomas e a melhora da qualidade de vida: “A abordagem é individualizada e inclui, especialmente, a prática orientada de atividades físicas, além de terapias de suporte que auxiliam no bem-estar global do paciente.”
Lúpus
Fadiga, dores articulares, manchas na pele e queda de cabelo estão entre os principais sintomas do lúpus eritematoso sistêmico, doença crônica e autoimune que pode causar inflamação em diferentes órgãos do corpo. No Brasil, 65 mil pessoas convivem com a condição, com predominância em mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. “O tratamento da doença envolve o uso de medicações específicas, associado à adoção de hábitos de vida saudáveis, fundamentais para o controle da doença, redução das crises e melhora da qualidade de vida do paciente”, pontua Lyrio.



