segunda-feira, 20 abril, 2026
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Mãos limpas, um hábito que precisa ser reforçado sempre

Lavar as mãos é uma das formas mais eficazes de evitar a transmissão de doenças infecciosas. Ainda assim, mais de 95% da população mundial não realiza a higienização de forma adequada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a entidade 25% das mortes por doenças infecciosas poderiam ser reduzidas com a adoção dessa simples medida.

O celular, presente em praticamente todos os momentos do dia, pode ser um dos principais vilões invisíveis da saúde. Estudos apontam que a tela desses dispositivos pode concentrar até 30 vezes mais bactérias do que um banheiro público. Ao manusear o aparelho com frequência e, em seguida, tocar o rosto, alimentos ou outras superfícies, cria-se um ciclo constante de contaminação. Nesse contexto, a higienização correta das mãos deixa de ser apenas um hábito básico e passa a ser uma medida essencial de proteção.

“A higienização das mãos atua diretamente na prevenção de diferentes tipos de doenças. Entre elas estão as respiratórias, como Covid, gripe e resfriado comum. Isso acontece porque é comum levarmos as mãos ao rosto, facilitando a entrada de vírus pelo nariz, boca e olhos, especialmente após o uso do celular, que pode estar contaminado. Também estão na lista as doenças gastrointestinais, como gastroenterite, salmonelose e hepatite A, frequentemente transmitidas por alimentos contaminados ou pelo contato com mãos sujas”, explica a infectologista do HSV, Dra. Maria José Kassab Carvalho.

Além disso, infecções bacterianas e parasitárias, como conjuntivite, verminoses e impetigo, podem ser contraídas por meio do contato com superfícies contaminadas. Em ambientes de saúde, a falta de higiene adequada das mãos está diretamente ligada às infecções hospitalares, colocando em risco pacientes e profissionais.

Quando e como higienizar as mãos?

A recomendação da OMS é que a higienização seja feita com água e sabão ou álcool em gel, especialmente em momentos-chave do dia, como antes de preparar ou consumir alimentos; ao cuidar de pessoa doentes; após usar o banheiro ou trocar fraldas; depois de tossir, espirrar ou assoar o nariz; após contato com animais; ao manusear lixo.

“A higienização das mãos pode ser feita tanto com água e sabão quanto com álcool em gel 70%, mas cada situação exige um cuidado específico. A lavagem com água e sabão é indispensável quando há sujeira visível nas mãos, após usar o banheiro, antes de comer ou preparar alimentos, após contato com lixo, animais ou superfícies potencialmente contaminadas”, alerta Maria.

Já o álcool em gel é indicado como uma alternativa prática quando as mãos não estão visivelmente sujas, especialmente em situações como estar na rua, no transporte público, no trabalho ou em locais sem acesso imediato a pia e sabão.

O processo deve incluir todas as partes das mãos, com fricção adequada e tempo suficiente para eliminar os microrganismos. Durante crises sanitárias, o alerta se intensifica. Diante de dados tão expressivos, e com o celular atuando como um importante vetor de contaminação no cotidiano, especialistas são unânimes: manter as mãos limpas é um cuidado indispensável para a saúde individual e coletiva.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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