São Paulo concentra sozinho 29% dos celulares roubados ou furtados incluídos no banco nacional de aparelhos com restrição. São 870 mil telefones paulistas em um universo próximo de 3 milhões.
A base está no coração de uma nova estratégia do governo federal para perseguir não apenas quem rouba celulares, mas também a cadeia que recebe e revende os aparelhos.
O Banco Nacional de Celulares com Restrição é administrado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e reúne informações provenientes das polícias, de registros de ocorrência e do programa Celular Seguro.
Foi esse cruzamento de informações que abasteceu a Operação Última Chamada, deflagrada nacionalmente e que teve ontem (19) seu “Dia D”. Dados atualizados no fim da tarde, ainda ontem, mostram 6.801 celulares recuperados, além de 36.483 notificações enviadas a pessoas localizadas com aparelhos sob suspeita. Outros 1.260 telefones já haviam sido entregues às vítimas.
O mecanismo funciona a partir da identificação do IMEI, espécie de identidade única do telefone. Uma vez registrado o roubo ou furto, o aparelho passa a integrar a base consultada pelas forças de segurança de diferentes estados.
A ofensiva de ontem mobilizou 4.532 policiais, fiscalizou 366 pontos de venda irregular e cumpriu 53 mandados de busca. Também resultou em 149 prisões (102 em flagrante e 47 por mandados), 141 inquéritos instaurados, além de 404 termos circunstanciados.



