segunda-feira, 24 agosto, 2026
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Técnica de brasileira ajuda a manter funções cerebrais na 3ª idade

Com o aumento da expectativa de vida a cada ano, cresce também a preocupação com a preservação das funções cognitivas na terceira idade. Estratégias voltadas à estimulação cerebral têm ganhado espaço como aliadas para manter autonomia, memória e qualidade de vida. Dessa forma, o chamado Protocolo NeuroAtivo é uma abordagem que busca estimular o cérebro de forma estruturada.

De acordo com a  especialista em Geriatria e Gerontologia, fundadora da Vivenza Care e responsável pelo desenvolvimento do protocolo, Júlia Godoy, o cuidado com o cérebro deve acompanhar os cuidados físicos ao longo do envelhecimento.

“Muito se fala dos cuidados na saúde física e isso é, sem dúvidas, essencial, mas também é importante ter um olhar atento à saúde cerebral. A estimulação cognitiva ajuda a manter funções importantes como memória, atenção e raciocínio”, explica.

O que é o Protocolo NeuroAtivo?

O método consiste em um conjunto de atividades direcionadas à estimulação de diferentes áreas cognitivas, incluindo memória, linguagem, atenção e funções executivas. As práticas podem envolver exercícios mentais, estímulos sensoriais e atividades que incentivem a interação social.

“A proposta do protocolo é ativar as conexões neurais e contribuir para a manutenção da chamada reserva cognitiva, que é uma ferramenta muito importante para o envelhecimento cerebral saudável”, explica Júlia Godoy.

Benefícios da estimulação cognitiva:

– Estimular memória e concentração;

– Manter autonomia nas atividades diárias;

– Fortalecer raciocínio e linguagem;

– Incentivar socialização;

– Reduzir declínio cognitivo associado à idade;

“A prática regular dessas atividades, especialmente quando guiadas por um profissional, contribui bastante para a prevenção ou desaceleração de condições como declínio cognitivo e demência”, destaca Júlia Godoy.

Aa saúde cerebral está diretamente ligada a hábitos de vida. Atividade física, alimentação equilibrada, sono adequado e estímulo mental formam um conjunto essencial para o envelhecimento saudável.

“O cérebro precisa ser estimulado assim como o corpo. Quando trabalhamos com diferentes habilidades cognitivas, ajudamos a preservar a independência e a qualidade de vida na terceira idade”, conclui Júlia Godoy.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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