As multas por dirigir sob efeito de álcool cresceram 56% em Jundiaí, com quatro flagrantes no último fim de semana. O aumento reforça o alerta para a imprudência no trânsito, enquanto médicos ressaltam que a substância compromete os reflexos e a capacidade de direção.
De janeiro a agosto deste ano, foram aplicadas 142 multas por dirigir sob efeito de álcool na cidade. No mesmo período de 2025, foram 91 registros, segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Somente no último fim de semana, quatro motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool em Jundiaí. As ocorrências reforçam a preocupação com o comportamento de quem assume o volante depois de beber.
Segundo o médico do Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Marcelo Okamura, a alteração provocada pelo álcool pode fazer com que o motorista demore mais para reagir diante de uma situação de risco.
“Uma pessoa que ingere álcool pode diminuir a atenção, a concentração e a capacidade de julgamento. Inclusive, pode ter uma dificuldade maior no tempo de reação, podendo causar acidentes com fatalidade”, explica.
Segundo o médico, estatísticas globais mostram que 70% dos acidentes com mortes estão associados a altos níveis de alcoolemia. No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece regras para a condução de veículos após o consumo de álcool. No bafômetro, valores acima de 0,05 miligrama de álcool por litro podem resultar em multa e outras penalidades.
“A lei não permite que um condutor esteja com níveis de alcoolemia. Não pode ter nenhum grama de álcool e nenhuma quantidade no sangue”, afirma Okamura.
O médico também explica que, a partir de determinados níveis registrados no etilômetro, o motorista pode responder por infração administrativa.



