Alvejado por revelações do seu relacionamento com Daniel Vorcaro, a quem tratava de “meu amor”, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dificilmente encontrará ambiente para ser reeleito em fevereiro de 2027. A situação é crítica, como observou o astronauta Marcos Pontes (SP), que já faz campanha para sucedê-lo no cargo. Alcolumbre ainda tem afrontado o “eleitorado” de senadores, barrando CPI do Banco Master e impedindo impeachment de ministros do Supremo igualmente enrolados.
Alcolumbre barra CPI e um caso contra ele no Conselho de Ética, sem se reunir há dois anos. “Sem clima para continuar”, diz Eduardo Girão (CE). A oposição se convenceu de que Alcolumbre não quer CPI para proteger Vorcaro e ministros do STF enrolados, que seguram seus processos.
Atropelados na disputa pela presidência do Senado, Pontes (PL) e Girão (Novo) definem aquela vitória de Alcolumbre como “tragédia anunciada”. Além de barrar impeachment de ministros do STF, o presidente do Senado ignorou CPI do Master apoiada pela maioria de 53 senadores.



