A inadimplência de aluguel em São Paulo registrou alta em agosto, fechando o mês em 2,76%, um avanço de 0,18 ponto percentual em relação aos 2,58% de julho, quando havia marcado o menor índice de toda a série histórica no estado (desde outubro de 2023). Já na comparação com agosto de 2025 (3,59%), o indicador aponta uma queda expressiva de 0,83 ponto percentual. Mesmo com a alta mensal, o estado segue abaixo da média nacional, de 3,11% no período. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário.
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a alta da inadimplência de aluguel acende um alerta. Inflação e juros seguem como temas principais em 2026, com impacto direto sobre o orçamento das famílias e, por consequência, sobre a capacidade de pagamento dos inquilinos”.
No Sudeste, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com taxa de 3,96%, avanço de 0,14 ponto percentual em relação a julho (3,82%). Em seguida, aparecem as casas com estabilidade, passando de 3,11%, em julho, para 3,10%, em agosto. Os apartamentos também apresentaram recuo, caindo de 2,01% para 1,93%.
A região Nordeste, que lidera o ranking desde fevereiro deste ano, permaneceu com a maior taxa regional de inadimplência em agosto, subindo de 4,88% para 5,07%, alta de 0,19 p.p. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,35%, ante 4,04% no mês anterior. O Sudeste passou de 2,78% para 2,86%, enquanto o Sul, que concentra as taxas mais baixas do país ao longo dos meses, subiu de 2,67% para 2,70%. Já o Centro-Oeste foi na contramão e recuou de 2,80%, em julho, para 2,60%, em agosto, assumindo o menor índice do país.
Em âmbito nacional, os imóveis comerciais de até R$ 1 mil registraram alta de 0,38 ponto percentual em agosto, alcançando 7,65% e mantendo a maior taxa de inadimplência do mercado, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também segue liderando a categoria, atingindo 6,13% em agosto, 0,14 p.p. acima dos dados do mês anterior.
“Os aluguéis mais baixos, em ambos os tipos de imóveis, acabam sendo impactados pela sensibilidade econômica das micro e pequenas empresas, que enfrentam desafios financeiros nesse início de jornada, e das famílias de menor renda em detrimento ao custo de vida”, explica Gonçalves.
O comportamento das faixas mais altas mostrou dinâmicas mistas em agosto. Nos imóveis residenciais, a maior alta ocorreu nos aluguéis acima de R$ 13 mil, cuja taxa subiu 1,12 ponto percentual e chegou a 5,96% frente a 4,84% em julho. Já nos comerciais, a mesma faixa destacada recuou 0,05 ponto percentual em relação a julho, fechando em 4,50% em agosto – ainda acima da média nacional. As menores taxas do mês foram registradas nos imóveis residenciais de R$ 3 mil a R$ 5 mil, com 1,64%, e nos comerciais de R$ 2 mil a R$ 3 mil, com 3,48%.
Na análise por tipo de imóvel, os imóveis comerciais continuam com a maior taxa do mercado, subindo de 4,17%, em julho, para 4,22%, em agosto. Nas demais categorias, o índice se manteve estável, passando de 3,29% para 3,30% em casas e de 2,14% para 2,13% nos apartamentos.



