sexta-feira, 19 abril, 2024
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Esporotricose: gatos não castrados estão mais expostos

O tutor dos gatos devem ficar atentos ao aparecimento de nódulos (caroços) e feridas, principalmente na região do focinho, patas e cauda; feridas que não cicatrizam

A Esporotricose, também conhecida como “doença do jardineiro” e “doença da roseira”, é causada por um fungo do gênero Sporothrix, que acomete animais e seres humanos. O animal mais exposto à doença é o gato, mas os cães e outros animais também podem adoecer.
Esse fungo pode ser encontrado no solo, palhas, espinhos vegetais, madeira, material em decomposição e em feridas de animais já contaminados. E, por ser transmitida por contato direto, os felinos não castrados estão mais sujeitos à contaminação, pois estão frequentemente em disputas por territórios com outros gatos. Para evitar a contaminação, além de manter o pet domiciliado, a castração é uma importante aliada para diminuir a exposição ao fungo, existente no meio ambiente.
“Os animais, mas principalmente os gatos, podem se contaminar em contato com o ambiente que contém o fungo ou através de ferimentos adquiridos durante brigas com outros animais já infectados, por meio de arranhões ou mordidas. Por isso, manter o pet domiciliado e castrado diminui os riscos de se contaminar”, comenta o gerente da Vigilância em Saúde Ambiental, Luis Gustavo Grijota Nascimento.
O tutor dos gatos devem ficar atentos ao aparecimento de nódulos (caroços) e feridas, principalmente na região do focinho, patas e cauda; feridas que não cicatrizam; espirros, falta de ar e secreção nasal; perda de apetite e emagrecimento.
Nos humanos, costuma aparecer como um ou vários nódulos, que podem eviluir para lesões na pele. Mas, em pessoas com problemas de imunidade, também pode se transformar em um problema de saúde mais grave. Geralmente esses nódulos aparecem no local onde houve o arranhão ou mordida do animal contaminado. Ainda são sintomas: tosse, falta de ar, dor ao respirar, febre e dor ao se movimentar.
A Esporotricose costuma ser uma doença de longa duração, que pode ser muito grave. O tratamento deve ser iniciado rapidamente e aplicado da maneira correta, pois quando isso não acontece a doença pode levar à morte de animais e também de pessoas, principalmente aquelas com a imunidade baixa.

Prevenção
Usar luvas para manipular solo, plantas e lixo;
Não deixar que seus animais saiam de casa sem a guia e sem sua companhia;
Castrar seu animal de estimação;
Procurar o Médico Veterinário para acompanhar a saúde do seu animal de estimação;
Procurar imediatamente atendimento médico veterinário ao aparecimento de sintomas suspeitos no seu animal;
Usar luvas ao manusear um animal infectado;
Isolar o animal infectado do convívio com outros durante o tratamento.
“Em caso de morte de animais com suspeita de esporotricose, seja animal domiciliado ou de rua, entrar em contato com a Visam pelo canal 156 da Prefeitura ou APP Jundiaí, para que a correta destinação seja dada e evite a proliferação da doença”, alerta o gerente.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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