sexta-feira, 19 abril, 2024
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Fibromialgia: é preciso reconhecer e esclarecer a doença

A Sociedade Paulista de Reumatologia reforça a importância do esclarecimento sobre os sintomas da síndrome

Sabe-se que, em muitos casos, o paciente tem o diagnóstico negado por familiares e amigos, já que não apresenta alterações externas e visíveis. Estima-se que 90% dos casos são em mulheres adultas jovens, mas homens, crianças e idosos também podem ser acometidos.
O reumatologista Fábio Jennings, coordenador da Comissão de Mídias da SPR alerta que os sintomas provocam muitas alterações, incluindo dor crônica, fadiga e diminuição na qualidade de vida. “Por isso, é tão importante reconhecer a síndrome e buscar a orientação de um especialista qualificado no assunto. O tratamento adequado é fundamental para que o paciente consiga ter uma rotina mais tranquila.”
Orientações
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor crônica difusa que envolve outras manifestações como fadiga, distúrbio de sono, distúrbio de humor, alterações intestinais, cefaleia e outros sintomas do sistema nervoso autônomo.
Não existe um exame específico para o diagnóstico. O especialista vai avaliar o conjunto de manifestações clínicas apresentadas pelo paciente. E, a partir disso, vai excluir outras causas para os sintomas. Os exames complementares são solicitados apenas quando necessário para investigar outros diagnósticos.
É importante o acompanhamento de um reumatologista experiente para diferenciar os sintomas de outras doenças que também podem causar dores crônicas no sistema músculo esquelético.
Os medicamentos são importantes, mas não fundamentais no tratamento. É importante que o paciente tenha foco nos tratamentos não medicamentosos como:
Exercícios físicos regulares são as terapias mais eficaz para o tratamento;
Terapias psicológicas, quando indicadas, por exemplo, Terapia Cognitivo Comportamental;
Terapias meditativas, por exemplo, Ioga:
Modificações do estilo de vida, como evitar álcool, tabagismo e atitudes sedentárias;
A decisão do melhor tratamento deve ser compartilhada entre o reumatologista e o paciente de forma que atenda as individualidades de cada caso.
É fundamental que o paciente e os familiares sejam esclarecidos sobre a fibromialgia para que se tornem parte do tratamento.
“É bem comum que uma pessoa tenha uma doença reumática autoimune (como a artrite reumatoide) ou degenerativa (como as osteoartrites) venha a apresentar Fibromialgia em associação. O reumatologista vai reconhecer essas condições e tratar conjuntamente,” explica Jennings.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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