sábado, 20 julho, 2024
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Por fora bela viola…

Anselmo Brombal – Jornalista

Sempre fui meio desconfiado de gente e de organizações que abraçam a chamada causa animal. Há muitos bem intencionados, mas também há muitos malandros no meio. A “protetora de animais” Luiza Mell é um caso de laranja podre nesse meio. Na TV e nas redes sociais, é uma nova Santa Francisca. A realidade é bem diferente. O caráter não é o forte dessa “protetora”.
Só para lembrar – foi essa infeliz que dedurou o caso da capivara Filó. Foi essa energúmena que acionou o Ibama para tirar Filó do seu amigo Agenor Tupinambá. Só que o feitiço virou contra a feiticeira. Já sabemos o desfecho do caso. E aí surgem outros fatos e costumes. Um dos fatos não abona a conduta de Luiza Mell. Ele atropelou uma jovem e até hoje não lhe deu qualquer assistência. Essa jovem, vítima da “protetora” está em estado vegetativo.
A família da vítima foi procurada por amigos de Luiza. Ofereceram alguma ajuda (miséria, diga-se de passagem), desde que essa família desistisse de processos, civil e criminal. O que preocupava a “protetora” não era sua vítima, e sim a sua imagem perante o público. Egoísmo puro. E o carro que Luiza dirigia quando atropelou a jovem era um Mitsubishi, com bancos de couro. Couro animal.
Deixemos isso de lado. Problema da Justiça. O que Luiza Mell e outros “protetores de animais” precisam entender é que povos que vivem em regiões como a Amazônia, índios ou não, têm outros costumes. São comuns as famílias terem em suas casas animais como papagaios, macacos, araras, porcos selvagens, e no caso do Agenor, capivara. Isso faz parte da cultura e do costume locais.
E esses animais não são tratados como o são os da cidade. Sem gaiolas, sem correntes, sem coleiras, sem focinheiras. Vivem soltos, e quando querem ir embora ninguém os impede. Não cortam as asas de aves para impedirem-nas de voar. Os animais convivem com humanos, nessas regiões, porque querem, porque encontraram abrigo e comida. E são muito bem tratados.
Não existe animal doméstico. Existe animal domesticado pelo humano, que o trata como um brinquedinho. Ou alguém acha que cachorrinho de madame gosta de andar perfumado e de lacinho na cabeça? Gatos são mais independentes. Mas o humano os castra, tornando-os dóceis. O humano tem coragem para isso, mas combate a castração de um humano perigoso, criminoso, que estupra e mata. Só para constar: tem gente que beija a boca do cachorro. E cachorro costuma lamber seu ânus e seu pênis. Uma espécie de “higiene”.
O exemplo de Luiza Mell serve para desmascarar certas situações. E cabe como luva no ditado: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Luiza Mell precisa casar, se é que me entendem.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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