sexta-feira, 14 junho, 2024
spot_img
InícioJundiaíAME Jundiaí identifica dissecção aguda de aorta em paciente

AME Jundiaí identifica dissecção aguda de aorta em paciente

Durante a realização de um exame de rotina, a equipe médica do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Jundiaí, administrado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), identificou uma dissecção aguda de aorta – uma espécie de descolamento das camadas da parede da aorta, o maior vaso sanguíneo do corpo humano.
“Essa é uma emergência médica rara e extremamente perigosa. Se não for detectada e tratada a tempo, a dissecção da aorta pode ser fatal, em pouquíssimo tempo. Alguns casos, em até 24 horas, outros em duas semanas. Isso porque quando a dissecção ocorre, existe a possibilidade de a aorta se romper, causando morte súbita”, explica a médica cardiologista Carolina Mattos.
O paciente no qual a dissecção foi identificada, o auxiliar de serviços gerais Edvaldo Rosa dos Santos, de 61 anos, foi realizar um ecocardiograma transtoráxico ambulatorial devido ao seu histórico de hipertensão arterial, tabagismo e diabetes.
Ao realizar o ecocardiograma, a médica observou um aneurisma na aorta com separação das camadas interna e externa. A dissecção acontece quando o revestimento interno da aorta se rompe, fazendo com que o sangue passe a fluir por entre essa camada e a externa e isso pode causar uma obstrução ou rompimento da aorta.
Imediatamente o paciente foi colocado em uma cadeira de rodas, para que não fizesse esforço e conduzido para a sala de emergências, e chamada a ambulância do Samu para o transporte do paciente até o hospital de referência. Ele foi operado em caráter de emergência, com reconstrução de toda a aorta toráxica. O diagnóstico precoce foi fundamental para salvar a vida do paciente.
“É uma doença rara, mas esta condição pode ser mais comum em homens a partir dos 60 anos, principalmente se existir hipertensão arterial desregulada, aterosclerose ou outro problema cardíaco associado”, alerta a médica. O diagnóstico se inicia com o exame clínico, fazendo diagnóstico diferencial de dor torácica e pode-se usar os métodos diagnósticos de imagem, como o ecocardiograma, explica Mattos.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- publididade -spot_img

POPULARES