terça-feira, 16 abril, 2024
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Aplicações de aplicativos aplicáveis

Anselmo Brombal – Jornalista

Não sou contra a modernidade. Nem contra a tecnologia. Sou contra a idiotice que essa modernidade trouxe para nossas vidas. Hoje, ou você fala com robô nas centrais de atendimento ou precisa usar um aplicativo. Virou praga. Uns chamam de “ép”, mas eu chamo de a-pê-pê. Isso sem contar as tais assistentes virtuais.
O uso dessas porcarias por empresas gigantes até se justificaria. O volume de negócios diários é enorme, e se fosse usar o tradicional ser humano haveria um batalhão de gente para atender todo mundo. Não que eu concorde; falar com banco, com operadora de internet e tv a cabo é um parto.
Só que agora qualquer Mané tem aplicativo. Vi anúncio de uma empresa do tamanho de um ovo que vende água mineral. E toma lá o fim do anúncio: baixe o aplicativo. E tenta fazer de outro jeito. Não consegue. Tem distribuidora de gás mandando a clientela se virar no aplicativo. Se os pequenos querem ser moderninhos, os grandes tratam de complicar.
Já estive em agência bancária para resolver um problema, e lá fui informado que precisaria usar o aplicativo. Mas, como? Estou aqui, de corpo presente, vamos conversar. Não teve conversa. Se vira no aplicativo. Já estive na loja da Claro, ex-Net, e a situação foi a mesma. Aplicativo ou morte. O que era para ser solução acabou sendo problema. Ou melhor, solução para quem não gosta de trabalhar.
O mesmo acontece nas compras pela internet. Metade, no mínimo, é golpe. Basta ver o “Reclame Aqui”. Não compro porra nenhuma na internet. Até porque você precisa pagar antes e receber depois. Depois, que quero dizer, é bem depois. Com algumas exceções. E se não der certo? Se o sapato não servir? Fazer a troca é sempre uma novela.
Até a mulherada de vida torta já está usando aplicativo. Pagamento adiantado, logicamente. E se o cara não gostar, devolve o dinheiro? Isso sem contar os inúmeros golpes, que podem terminar em prejuízo físico, além do financeiro.
Aplicativo, na minha época de criança e adolescente era a aplicação de uma bela injeção na bunda.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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