O Instituto Butantan segue em busca de 990 voluntários para o recrutamento de ensaio clínico da vacina adjuvada contra gripe em pessoas de 60 anos ou mais. Em São Paulo, o recrutamento está sendo realizado em dez centros de pesquisa de sete municípios. Para a análise deste ensaio clínico, são necessários 7.200 voluntários.
Homens e mulheres de 60 anos ou mais que desejarem participar do recrutamento, precisam estar saudáveis ou, caso tenham alguma comorbidade, como diabetes e hipertensão, é necessário que estejam clinicamente estáveis. Não serão incluídos indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas ou que tenham tomado a vacina contra a gripe nos últimos 180 dias.
A nova vacina possui um adjuvante em sua composição, com o objetivo de ampliar a proteção contra a gripe em idosos que, naturalmente, possuem imunidade reduzida e são mais suscetíveis a complicações, hospitalizações e mortes pelo vírus.
Como não há um limite exato de voluntários por centro, os esforços agora são para recrutar 990 pessoas com 60 anos ou mais, elegíveis, nos municípios onde estão sendo conduzidos os estudos.
O estudo está sendo conduzido por dez centros de pesquisas de sete municípios paulistas: Campinas, Valinhos, Ribeirão Preto, Serrana, São José do Rio Preto, São Caetano do Sul e a capital, São Paulo. Metade dos participantes receberá a vacina adjuvada do Butantan e outra metade receberá uma vacina da gripe de alta dose, atualmente disponível na rede privada e indicada para o público 60+, permitindo a comparação entre os imunizantes. Os participantes serão acompanhados durante seis meses.
Este ano, até 23 de junho, segundo o painel da Secretaria de Estado da Saúde, foram notificados no estado de São Paulo 24.938 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 1.307 óbitos. 5% das mortes por SRAG ocorreram em pessoas infectadas pelo vírus influenza. Em 2025, foram notificados 67.633 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 6.298 óbitos. 14,03% das mortes por SRAG ocorreram em pessoas infectadas pelo vírus influenza.
Os idosos são mais propensos a contrair gripe e a sofrer com suas complicações devido ao envelhecimento natural do sistema imunológico, conhecido como imunossenescência. Esse processo reduz a capacidade do corpo de identificar vírus, produzir anticorpos eficazes e responder rapidamente a novas infecções. A presença de comorbidades, como diabetes e pressão alta também são fatores que podem agravar os efeitos da infecção viral. Por isso, a vacinação previne o desenvolvimento de sintomas mais graves, complicações e hospitalizações , evitando também a sobrecarga do sistema de saúde.



