quinta-feira, 18 junho, 2026
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Safra de caqui reforça o agronegócio de Jundiaí: 100 mil caixas/mês

A Cooperativa Agrícola Nossa Senhora das Vitórias comercializa, em média, 100 mil caixas de seis quilos de caqui por mês durante o período de safra. Formada por 36 cooperados de famílias tradicionais de Jundiaí e Louveira, a cooperativa abastece mercados dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e Bahia, levando o nome da cidade para diferentes regiões do Brasil.

O agronegócio é um dos setores econômicos mais importantes de Jundiaí, reunindo 974 propriedades rurais, com presença marcante de pequenos e médios produtores que geram trabalho e renda para famílias do campo. Nesse cenário, o caqui se destaca como a segunda fruta mais produzida no município, atrás apenas da uva, reforçando o papel da fruticultura na economia rural jundiaiense.

O cultivo do caqui começou a ganhar força em Jundiaí no final da década de 1960, inicialmente como alternativa aos tradicionais pomares de uva Niagara e pêssego. Ao longo das décadas, a fruta encontrou condições favoráveis para seu desenvolvimento e se consolidou como uma das principais culturas agrícolas do município.

Atualmente, Jundiaí conta com mais de 40 mil pés de caqui, com predominância da variedade Rama Forte, a mais procurada pelos consumidores. Também são produzidas as variedades Cristal, Costata e Guiombo. A safra tem início em fevereiro e segue até meados de julho, período de intensa atividade nas propriedades rurais.

Para o presidente da cooperativa e produtor da fruta, Orlando Steck, a tradição construída pelos produtores ao longo dos anos explica o reconhecimento conquistado pela fruta produzida na região.

“Jundiaí tem uma história muito forte com o caqui. A variedade Rama Forte continua sendo muito procurada pelo mercado e os produtores seguem investindo para manter a qualidade da fruta e atender a demanda dos consumidores. Os investimentos que fizemos no processo de qualidade, com maquinários modernos, beneficiam todo mundo, desde os pequenos até os grandes produtores. É uma cultura que faz parte da identidade agrícola da nossa região”, destaca.

Além da relevância econômica, a produção contribui para a preservação da atividade agrícola e da tradição rural do município. Durante o período de safra, a cadeia produtiva também gera empregos temporários em atividades de colheita, seleção, embalagem e comercialização. No pico da produção, são contratados 90 funcionários a mais para atender à demanda do período.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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