quarta-feira, 26 agosto, 2026
spot_img
InícioSaúdeSão Paulo confirma dois casos de febre do Nilo Ocidental 

São Paulo confirma dois casos de febre do Nilo Ocidental 

Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, são os dois casos confirmados de febre do Nilo Ocidental, no estado de São Paulo, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

A primeira paciente informou que viajou recentemente para a região amazônica, mas já está curada. A segunda está internada sob cuidados médicos. Esta é a primeira vez que o estado de São Paulo registra casos humanos da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, também foram confirmados dois casos em Santa Catarina, com um deles evoluindo para a morte, e há um caso provável no Piauí. Diante disso, o órgão informou que mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão. 

 A infecção pode não provocar sintomas. Estima-se que 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que na maioria das vezes são leves. O vírus do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo).

Entre os sintomas estão: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele, aumento dos gânglios linfáticos, confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões.

Os quadros podem variar desde uma febre passageira até formas mais graves, causando encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.

 O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, em pessoas que apresentem sintomas compatíveis e tenham histórico de exposição a áreas com presença dos insetos.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é direcionado aos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente. 

Nos casos graves pode ser necessária internação hospitalar e atendimento em unidade de terapia intensiva (UTI). O tratamento pode incluir reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir e tratar complicações.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- publididade -spot_img

POPULARES