Mais de duas colisões contra postes são registradas, em média, por dia nas cidades atendidas pela CPFL. Entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizadas 437 ocorrências, o equivalente a aproximadamente 2,4 casos por dia. Apesar da frequência dos acidentes, o balanço representa uma queda de 7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 470 casos. Os dados ganham atenção durante a Semana Nacional do Trânsito, que segue até 25 de setembro, e reforçam a importância da direção segura.
Entre as cidades prioritárias do levantamento, Jundiaí apresentou o crescimento mais expressivo. O município passou de 97 colisões contra postes no primeiro semestre de 2025 para 119 no mesmo período deste ano, uma alta de 22,7%. O resultado representa 22 ocorrências a mais em apenas seis meses.
Sorocaba também apresentou aumento, embora em menor proporção. Foram 58 ocorrências entre janeiro e junho de 2026, ante 55 no mesmo período do ano passado, crescimento de 5,5%. Itu reduziu pela metade, passando de 20 para 10 ocorrências.
Os dados chamam atenção para um tipo de acidente que pode trazer consequências que vão além dos danos materiais. Dependendo da gravidade da colisão, postes, cabos e outros componentes da rede podem ser comprometidos, ampliando os riscos para motoristas, passageiros, pedestres e moradores próximos, além da possibilidade de interrupções no fornecimento de energia.
Com a Semana Nacional do Trânsito seguindo até 25 de setembro, a CPFL reforça a importância de atitudes como respeito aos limites de velocidade, atenção à sinalização e condução responsável. Uma colisão com a infraestrutura elétrica pode transformar um acidente de trânsito em uma ocorrência de maior complexidade, principalmente quando há postes danificados, cabos rompidos ou estruturas energizadas.
Impacto e custos
As colisões contra postes estão entre as ocorrências mais críticas para a rede elétrica, pois podem exigir reparos complexos. O atendimento ocorre em duas etapas: inicialmente, as equipes de operação isolam os circuitos e trabalham para restabelecer a energia ao maior número possível de clientes. Em seguida, as equipes de obras e manutenção realizam a substituição do poste e a reconstrução do trecho danificado.
Conforme a gravidade da ocorrência, o trabalho pode demandar mais tempo, especialmente quando é necessário aguardar a perícia policial e a remoção do veículo. Quando há identificação do responsável legal pelo acidente, o condutor pode ser responsabilizado pelos custos de reposição do poste, que variam de R$ 3 mil a R$ 14 mil, conforme os equipamentos instalados.
Dicas de segurança
⦁ Em caso de queda de cabos, permaneça dentro do veículo e acione a CPFL pelo 0800 010 2579 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
⦁ Não toque no veículo, no poste ou nos cabos caídos.
⦁ Se houver necessidade extrema de sair do veículo, faça isso sem encostar na lataria, saltando ou arrastando os pés juntos.
⦁ Pedestres devem manter distância e jamais tentar afastar fios partidos.



