O estado de São Paulo alcançou seu melhor resultado da história na área de ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A pontuação paulista na disciplina saltou para 443 pontos, o que representa avanço de 34 pontos em relação a 2015, a última edição do exame em que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) realizou a amostragem desagregada por estados.
Com o avanço, São Paulo subiu do oitavo para o segundo lugar no ranking nacional em ciências, ficando atrás apenas do Paraná na comparação entre os estados brasileiros. A nota de São Paulo supera a média do Brasil em ciências, que ficou em 409 pontos.
Daniel Barros, subsecretário pedagógico da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), atribui a evolução à mudança metodológica adotada no material didático do Estado: “O diferencial de ciências é que a gente adotou no nosso material uma perspectiva muito focada em investigação científica, que é um método de abordagem das ciências da natureza, que é muito predominante nas avaliações do Pisa. Essa é uma forma mais sofisticada de ensinar ciências”.
Maior evolução em quase 20 anos
Em quase 20 anos, São Paulo alcançou a maior evolução em Ciências do país. O crescimento foi de 15,06% entre 2006 e 2025, quando SP saiu de 385 pontos para 443. Em segundo lugar aparece o Maranhão com aumento de 14,83%, de 317 para 364, em seguida o Paraná com crescimento de 9,48%, saindo de 422 para 462.
O Pisa avalia a capacidade de jovens de 15 anos aplicarem conhecimentos adquiridos na escola em situações do cotidiano. Historicamente, a avaliação observa o aprendizado nas áreas de matemática, leitura e ciências, com foco em uma área em cada uma das suas edições, aplicadas a cada três anos.
Como o ciclo de 2025 teve as ciências como foco principal da avaliação internacional, as provas mediram a capacidade dos alunos de interpretar dados científicos, avaliar evidências e compreender fenômenos relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas. O resultado de São Paulo ficou acima da média nacional brasileira, que foi de 409.



