A Justiça de São Paulo decretou a falência das 33 empresas do Grupo Ricoy. A decisão ocorreu na última sexta-feira, e encerra o processo de recuperação judicial que começou em fins de 2025 – os principais credores não acreditaram no plano apresentado pela empresa. Com a falência, ficam as dívidas de R$ 460 milhões a quase cinco mil credores.
Com o decreto da falência, contas, veículos e imóveis das empresas estão bloqueados. A administradora judicial ficará responsável pela arrecadação e avaliação dos bens para posterior pagamento dos credores.
O Grupo Ricoy atuava na área de varejo e era dona das marcas Vencedor e Ricoy. Na região, tornou-se conhecida após comprar a rede de supermercados RUssi – parte das lojas foi vendida em seguida ao Boa Supermercados. Tinha lojas em Jundiaí, Várzea e Campo Limpo Paulista.
E de quem é a culpa? Fundado há mais de 40 aqnos, o grupo encontrou culpados pela sua derrocada: avanço dos atacarejos e das grandes redes, redução das margens de lucro, impactos fiscais da incorporação do Grupo Russi, alta dos juros e custos de capital de giro.
Os problemas dos supermercados Vencedor e Ricoy se arrastavam há muito tempo. Clientes reclamavam da falta de produtos; funcionários, das más condições de trabalho e atrasos no pagamento de salários. Algumas lojas foram fechadas há meses, casos de Campo Limpo Paulista, Agapeama e Vila Hortolândia, em Jundiaí.



