O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou na terça-feira (27) o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz. A dívida total declarada é de R$ 140 milhões. O grupo é composto pelas empresas Comercial de Móveis Jordanésia, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis, Monta Móveis e SVC Jaraguá.
A decisão foi proferida pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Conforme o texto, o Grupo Marabraz não poderá sofrer execuções de dívidas já estabelecidas — “retenções, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens das devedoras” — pelos próximos seis meses (180 dias).
Também foi dado um prazo de 60 dias para que o grupo apresente aos credores um plano de recuperação. A cada 30 dias, também devem ser apresentadas contas demonstrativas do balanço. Além disso, os credores deverão apresentar suas habilitações de créditos ao administrador judicial — no caso, foi nomeada a Deloitte.
O protocolo havia sido enviado em meados de agosto. Conforme explicado pela empresa à época, os problemas financeiros decorrem da alta persistente dos juros e disputas societárias e familiares. O pedido de recuperação protocolado afirmava que, historicamente, a família captava recursos junto ao mercado financeiro para expansão e exercício de suas atividades.
A Marabraz também havia afirmado que o pedido foi feito com objetivo de preservar a continuidade de suas atividades e representa uma medida responsável para promover a reestruturação de suas operações, organizar compromissos e criar condições para continuidade dos negócios.
Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Marabraz
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