quarta-feira, 14 outubro, 2026
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Nossa história no futuro

Anselo Brombal – Jornalista

Hoje, quando estudamos a História Antiga, tomamos conhecimento dos hábitos, da arquitetura, do pensamento de antigas civilizações. O que se nos apresenta está baseado em documentos preservados, em relatos, em provas, na arqueologia e até em tradições orais. No meio de tudo isso existem também muitas mentiras. A maior delas é que as pirâmides do Egito foram construídas por escravos.

Não é bem assim. Os construtores das pirâmides eram pedreiros habilidosos, muito bem pagos e com algumas regalias extras proporcionadas pelos faraós. Mas essa mentira persiste, passada de geração em geração. E isso nos leva a uma preocupação: como os historiadores do futuro narrarão nossa civilização atual.

No passado houve os pergaminhos. Hoje está tudo na era digital, e até o que era analógico, como jornais, revistas, filmes, documentários, já passou por digitalização.  E o que dirão e pensarão os futuros historiadores quando  precisarem narrar o que hoje passamos baseados nessa era digital? Difícil, mas não impossível prever.

Imaginemos daqui a 300 ou 400 anos, pesquisadores tendo acesso a arquivos. Concluirão, certamente, que vivíamos numa desordem total. Promiscuidade, liberalismo em excesso, inversão de valores, ódio racial e ideológico deverão ocupar boa parte de tais estudos. Vendo, em filmes e fotos, que damos mais valor a um animal do que a um humano. Que muitos internam seus pais em asilos para poderem passear com seus cachorros.

Imaginemos um historiador do futuro analisando os vídeos de plataformas como X-Vídeos, ou o próprio aquivo de filmes do Canal Brasil. Pesquisando mensagens do X (antigo Twiter), pregando a união em casamento de homens com outros do mesmo sexo, ou mulheres ídem. Arquivos de debates políticos exibidos pelas redes de TV, no YouTube, no Facebook. Não terão boa impressão, tenhamos certeza.

E isso por que passamos hoje é só o começo. Os mais céticos dizem que daqui a alguns anos, vai estar pior ainda. Será que entenderão que muitos se drogam por prazer, embora saibam os resultados de seu vício? Entenderão os motivos de guerras? Mas entenderão, em unanimidade que a prostituição só evoluiu, desde os tempos de antanho. Na Grécia ou na Roma antiga, elas cobravam em moedas e favores – hoje recebem Pix e cartão de crédito.

E talvez não entenderão, também, como um país com mais de 200 milhões de habitantes se deixou comandar por uma quadrilha, pior que uma matilha de mabecos. Enfim, não estaremos no futuro, e assim não passaremos tanta vergonha.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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