quarta-feira, 21 outubro, 2026
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Professores, cientistas e médicos lideram ranking de confiança

A nova edição Monitor Global de Confiança nas Profissões da Ipsos mostra que os professores são os profissionais que mais inspiram confiança entre os brasileiros, com 56% dos entrevistados declarando confiar na categoria. Na sequência, vêm os cientistas (53%) e os médicos (52%). Globalmente, estas também são as três profissões mais citadas pelos entrevistados nos 31 países, só que em uma ordem diferente, com os médicos liderando com 58%, seguidos por cientistas (57%) e professores (53%).

Na outra ponta do ranking brasileiro estão os políticos, categoria em que 66% dos brasileiros afirmam não confiar. Influenciadores de redes sociais e ministros do governo aparecem em seguida, empatados com 57% de desconfiança. Políticos (61%) e influenciadores (58%) também são os piores avaliados globalmente.

Os resultados sugerem que a credibilidade se concentra em profissionais associados ao conhecimento, à formação e ao cuidado, enquanto categorias ligadas à política e à exposição pública nas redes sociais estão entre as que registram maior desconfiança.

O levantamento também revela diferenças entre homens e mulheres. Nos três grupos mais bem avaliados pelos brasileiros, o nível de confiança é maior entre as mulheres.

Entre os professores, 60% das mulheres afirmam confiar nesses profissionais, contra 51% dos homens. No caso dos cientistas, os índices são de 56% e 49%, respectivamente. Entre os médicos, a diferença entre os gêneros é menor: 52% das mulheres confiam nesses profissionais, ante 51% dos homens.

A relação se inverte quando são consideradas as categorias que estão entre as menos confiáveis. Os homens apresentam percentuais mais elevados de desconfiança em relação aos políticos, ministros de governo e influenciadores.

Entre os políticos, 69% dos homens afirmam não confiar nessa categoria, contra 62% das mulheres. Para ministros de governo, os índices são de 61% e 53%, respectivamente. Já entre influencers de redes sociais, a desconfiança é de 60% entre os homens e 54% entre as mulheres.

“O Brasil, assim como quase todos os países da pesquisa, apresenta um saldo bastante negativo de confiança. Isso mostra um desgaste generalizado, não apenas das instituições – e das profissões que as representam –, mas também uma baixa confiança entre as pessoas”, comenta Priscilla Branco, diretora de opinião pública e reputação corporativa na Ipsos. No Brasil, 28% dos entrevistados consideram outras pessoas comuns confiáveis, um número muito abaixo de Índia (53%), Argentina (46%) e México (45%).

O estudo também avaliou a confiança dos entrevistados em diferentes instituições e profissões. No Brasil, 29% dos entrevistados afirmam confiar nos membros das Forças Armadas, enquanto 33% dizem não confiar. Na média global, os índices são de 36% e 31%, respectivamente.

A polícia registra 27% de confiança no Brasil, enquanto 36% dos entrevistados afirmam não confiar. Na média dos países pesquisados, os índices são de 36% e 32%. Entre os juízes, 26% dos brasileiros afirmam confiar e 36% não confiam, ante 36% e 31% na média global.

Outras categorias avaliadas pelo estudo incluem empreendedores de tecnologia, advogados, apresentadores de telejornal, sacerdotes/pastores, jornalistas, banqueiros, funcionários do governo/servidores públicos e líderes empresariais.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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