Duas chuvas de meteoros estarão em atividade neste início de novembro e poderão ser observadas do Brasil. As Táuridas do Sul atingem seu período de maior atividade por volta de 4 de novembro. Para as Táuridas do Norte, há pequena divergência entre as fontes: a American Meteor Society indica máximo em 9 de novembro, enquanto outras referências, como Nasa e IMO, situam o período de maior atividade mais próximo de 11 e 12 de novembro. Cada chuva de meteoros apresenta uma taxa estimada em cinco meteoros por hora, em condições ideais.
Apesar da baixa quantidade de meteoros, as Táuridas são conhecidas pela ocorrência de bólidos, meteoros excepcionalmente brilhantes que podem chamar a atenção mesmo de observadores ocasionais. Como as duas chuvas permanecem ativas simultaneamente durante parte de novembro e possuem regiões de origem aparente próximas no céu, o observador poderá registrar meteoros pertencentes às duas durante uma mesma noite, o que pode aumentar o número total de meteoros associados ao complexo Táuridas ao longo de várias horas.
Para acompanhar o fenômeno não é necessário utilizar telescópio ou binóculo. A recomendação é procurar um local com baixa poluição luminosa, visão ampla do céu e observar a olho nu. Após aproximadamente 21 horas, em boa parte do Brasil, a região associada às Táuridas já pode ser procurada em direção ao leste e nordeste, ganhando altura ao longo das horas. “O mais interessante das Táuridas não é a quantidade de meteoros, mas a possibilidade de surgirem meteoros muito brilhantes. Por isso, é importante observar uma grande área do céu e não ficar olhando apenas para um ponto específico”, explica Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.
A observação depende das condições meteorológicas e será favorecida em locais afastados das luzes urbanas. Como as duas correntes permanecem ativas por vários dias antes e depois de seus máximos, meteoros associados às Táuridas podem ser vistos durante boa parte da primeira quinzena de novembro, mesmo fora das noites de maior atividade.
Táuridas podem produzir bolas de fogo no céu do Brasil
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