Os nomes das estações da Linha 7-Rubi evidenciam a influência das línguas indígenas na formação do português falado no Brasil. Em alguns casos, essa influência tupi-guarani resulta em nomenclaturas que descrevem paisagens, fauna e território, reforçando a identidade cultural brasileira e mantendo a herança linguística viva pelos trilhos.
A estação Jundiaí, por exemplo, tem como significado “rio dos jundiás”, do tupi “yundiá’y”, sendo “yundiá” o nome de um peixe e “y” significando rio. Por sua vez, Botujuru tem como significado “boca dos ventos” ou “garganta por onde passa o vento”, associado à ideia de passagem de vento em um vale estreito.
Já o nome da estação Piqueri significa “rio dos peixes miúdos”. Segundo informações da Prefeitura de São Paulo, o bairro foi batizado em alusão à tribo indígena que habitava o trecho localizado na confluência do Ribeirão Tatuapé e do Rio Grande, atual Tietê.
Outro nome de origem tupi-guarani é Perus. Algumas interpretações associam o nome às características do relevo da região, que pode ser traduzido como “à força”, em referência à topografia da região, com relevo montanhoso. O bairro foi impulsionado pela estação ferroviária, que teve grande importância para o transporte de cimento. Na década de 1950, a Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus forneceu grande quantidade para a construção de Brasília.
Também localizada na capital, a estação Pirituba tem origem no tupi-guarani: deriva da junção de “piri”, que significa “vegetação de brejo”, com o aumentativo “tuba”, que na língua tupi significa “muito”. Por fim, Jaraguá tem como tradução mais comum “senhor dos vales”, pela imponência do relevo. Outras traduções classificam como “gruta do senhor”.



