segunda-feira, 17 junho, 2024
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30 de Maio- Dia Mundial da Esclerose Múltipla. Como diagnosticar e tratar

A EM ainda não tem cura, mas existem diversos tratamentos para controlar a evolução do quadro e proporcionar qualidade de vida aos pacientes

Maio é marcado pelo Dia Mundial da Esclerose Múltipla, doença que afeta 2,8 milhões de pessoas no mundo, segundo o Ministério da Saúde, e aproximadamente 40 mil no Brasil. De acordo com Mirella Fazzito, médica neurologista, a doença é a segunda causa mais comum de incapacidade em jovens, precedida apenas pelos traumatismos. Ela afeta o Sistema Nervoso Central, podendo acometer cérebro e medula espinhal. “Trata-se de uma condição multifatorial, autoimune, que se caracteriza por ter componente inflamatório, degenerativo e desmielinizante, afetando o cérebro, tronco encefálico e medula espinhal. É a doença desmielinizante do SNC mais prevalente”, explica ela.
A doença afeta, na maioria dos casos, adultos jovens de 20 a 40 anos e predomina no sexo feminino (3 mulheres para cada homem). É uma doença que ainda não tem cura, mas que, acompanhada de perto por um médico especialista, normalmente tem um controle clínico e evolutivo adequados.
A Esclerose Múltipla pode causar inúmeros sintomas, de acordo com a médica neurologista. “Entre eles, podemos destacar a perda da visão, alterações de sensibilidade, força, fadiga, perda do equilíbrio, vertigem, entre outros. Entretanto, a intensidade e os sintomas variam de acordo com cada paciente”, pontua a médica.
É importante ressaltar que os sintomas são variáveis, de acordo com a localização das lesões apresentadas pelos pacientes e não costumam se instalar de maneira súbita, como nas doenças vasculares. “Geralmente os sintomas ocorrem de maneira progressiva, piorando no decorrer das horas ou dias”, esclarece a Dra Mirella.
A EM tem uma prevalência de 15 casos para cada 100.000 habitantes e muitas vezes é subdiagnosticada ou confundida com outras doenças. Os critérios diagnósticos se baseiam nos sintomas clínicos, alterações nos exames de imagem (ressonância de crânio e medula) e achados laboratoriais (por exemplo alterações no exame de líquido cefalorraquidiano – líquor).
A investigação já tem início no consultório médico, com a coleta de história clínica detalhada, entendendo todo histórico do paciente, além de exame físico e neurológico. “A ressonância magnética é o exame complementar mais importante para o auxílio no diagnóstico, mas é essencial um exame físico bem feito”, explica a médica neurologista.
É importante o acompanhamento do paciente, diagnóstico adequado e o início do tratamento precoce. “Infelizmente ainda não existe cura para a EM, mas existem tratamentos que têm por objetivo manter o controle da doença e, principalmente, a qualidade de vida desses pacientes”, finaliza.

Anselmo Brombal
Anselmo Brombalhttps://jornaldacidade.digital
Anselmo Brombal é jornalista do Jornal da Cidade
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